terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Inaugurando a série "Odemque"!

São tantas histórias de seleção, tantos casos, fica difícil selecionar os primeiros para o blog. Espero receber muitas perguntas de candidatos e de profissionais de RH poder as poucos ir contando todas estas curiosidades.

Mas vamos lá! Inaugurando a série "Odemque", que significa "O dia em que..." começo pelo evento de hoje:

O DIA EM QUE UM CANDIDATO MANDOU NO CURRÍCULO A FOTO DE SEU CASAMENTO.

Seria meio diferente, mas talvez simpático, se ele estivesse fazendo uma meção honrosa ao dia, dizendo-se apaixonado pela esposa, dentro do contexto de que ela é quem o apóia na recolocação, etc. Mas não foi isso. Trata-se da foto recortada, tipo 5x7, meio de lado. Foi um ótimo lembrete para falar aqui no blog sobre algumas dicas importantes sobre envio de currículos:

1. Foto
A legislação municipal do Rio de Janeiro proíbe a divulgação de vagas com qualquer tipo de referência que possa dar margem à discriminação, incluindo sexo, idade, foto, etc. Ou seja, no Rio, o padrão de envio de currículo é não mandar foto.
Exceções: quando o anúncio da vaga pede foto e esclarece o motivo (ex: um casting de comercial de TV, precisa de mulheres com "cara de mãe" de cabelos castanhos); quando a vaga é para recepcionista, promotora de eventos ou outras atividades que envolvam diretamente atendimento ao público. É possível que as empresas clientes queiram checar a apresentação dos candidatos. Reparem que eu não falei aparência, falei apresentação. Não estamos falando aqui de bonito ou feito, estamos falando essencialmente de cuidados (rosto limpo, cabelos tratados e por aí vai). Neste caso, a foto deve ser 3x4, com fundo branco. Já recebi foto de moças com cabelos ao vento e ombros nus, fotos de rapazes bronzeados, sem camisa, veio de tudo.

2. E-mail
O e-mail a ser divulgado nos currículos deve ser minimamente profissional e sério. É difícil um recrutador selecionar um currículo cujo e-mail do profissional seja "tchutchuco2008, gatinhamanhosa, morenolindorj, saradinha24, etc." Se você é um profissional especializadíssimo e iguais a você só existem 5 no mercado, eu até diria que você pode abusar da sorte. Mas se você concorre com centenas, milhares de profissionais, é bom criar um e-mail bacana.

3. Documentos, filiação e assinatura
Currículo não é documento, portanto não precisa de assinatura nem de número de documentos. Com a violência do Rio, chega a ser perigoso. Também não precisa colocar filiação. Ao contrário, hoje em dia um currículo que chega com estas informações acaba "denunciando" um candidato desatualizado, o que pode comprometer a candidatura no momento da triagem.
Exceções: funções que precisam necessariamente de um determinado tipo de documento, como por exemplo, motoristas (é importante informar o número da CNH e a categoria), contadores (Informar CRC e se está ativo), psicólogos (CRP), Engenheiros (CREA), advogados (OAB), etc.
Alguém pode questionar: mas existem empresas que pedem o CPF para checar se o profissional está com "nome sujo" no SPC / SERASA. É verdade, mas se for este o caso, isso pode ser elegantemente negociado na entrevista, não é?! Aliás, sobre SPC, isso é assunto (importante) para um novo post!

4. Data
É bom colocar data! No caso do currículo ir para um banco de dados, isso dará ao recrutados a noção do quão atualizadas estão as informações.

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