segunda-feira, 3 de março de 2008

Recolocação x idade (Parte II)

Retomando o assunto da recolocação no mercado e a relação com a idade (muito pouca, pouca, ideal, muita), reforço aqui a crença no que é de fato mais importante: a adequação do profissional à necessidade da posição.

Recentemente recebi a tarefa de "caçar" um Diretor de Marketing. Não foi difícil mapear o mercado e apresentar à empresa meia dúzia de bons profissionais. O mais adequado para a posição (em termos de experiências gerais, domínio dos idiomas exigidos, resultados alcançados nos cargos anteriores) era também o mais velho (tinha por volta de 55 anos). Ele não foi selecionado. Pelo seguinte motivo: a empresa desejava que este novo diretor, no prazo de 3 a 5 anos, estivesse pronto para seguir carreira internacional. O candidato já não estava mais com este "pique". Com filhos criados, netos nascendo, este tipo de mudança não era compatível com seu momento de vida. É um caso isolado? É. Mas exemplifica a questão da adequação da idade em relação ao contexto da posição.

Mais do que a questão da idade, o que está em jogo é um somatório que envolve jovialidade, saúde, energia e disposição. Às vezes um profissional de 45 anos, que pratica esportes, que cuida da saúde, que se mantém atualizado, tem uma empregabilidade maior do que um profissional de 25 ou 30 anos. O mercado quer resultados, quer saber que pode contar com aquela pessoa.

Uma boa dica para aqueles de mais idade que estão fora do mercado e que desejam retornar, é fazer cursos na área (o que além de atualizar conhecimentos permite que se estabeleça uma nova rede de relacionamentos) e buscar trabalhos, não só empregos. Movimento gera movimento e pelo mesmo princípio, trabalho gera trabalho. Hoje em dia já é possível mencionar um trabalho voluntário como experiência profissional. Um profissional de área financeira, por exemplo, fora do mercado por alguns anos, com 6 meses de trabalho voluntário nesta área em alguma instituição séria, aumenta consideravelmente sua empregabilidade. Se sua força de trabalho está sendo últil, o mercado vai se interessar.

O mesmo vale para os jovens que querem ingressar no mercado. Já que até as vagas de estágio pedem experiência, por que não buscar um primeiro trabalho no voluntariado?

4 comentários:

Unknown disse...

Tenho 40 anos, e sinto isso quando sou chamada para uma entrevista,que é coisa rara, já que estou como voc~e comenta fora do pique

Robert Lopes disse...

Somado o preconceito das empresas com o preconceito dos recutadores, que é talvez, maior que o das empresas, é um absurdo o que faxem com pessoas de mais idade. Tenho 55 anos e estou arrazado com o desprezo com que os profissionais de RH me tratam.
Carlos Lopes

Unknown disse...

Estou tão chateada Sandra Mara, tenho 49 anos, 22 anos e cinco meses de trabalho na area de aux. administrativo, e na maioria das vezes as pessoas querem pargar
R$430,00 Á R$550,00, E EU PRECISA APENAS DE UM SALÁRIO DE R$ 600,00 Á R$ 700,00 , para que ganhando assim eu possa fazer um curso técnico, para melhorar ainda mais meus conhecimentos.
Muito obrigada pela atenção .
Atenciosamente
Celia Regina

Gladis disse...

Preciso receber vagas de emprego. Por favor me ajude.

Gladis