
Hoje entrevistei um profissional de 49 anos de idade. A entrevista correu bem, ele é experiente, está “escolado” em entrevistas, soube transmitir seus conhecimentos e sua experiência de maneira bastante satisfatória. Especialmente porque me deu exemplos concretos do que falava e porque contava histórias. Uma boa entrevista é um bom contar de histórias. É basicamente o conjunto de respostas (sem precisar tanto das perguntas) de uma entrevista situacional ou de uma entrevista por competências. (São iguais? São diferentes? Voltaremos a este assunto nos próximos posts).
Em um determinado momento, não pude deixar de perguntar a opinião dele sobre esta questão de recolocação quando se tem mais idade. De cara, ele afirmou: “o mercado tem muito preconceito”. Mas logo foi desenvolvendo o assunto. E aí falou sobre um contador (ele é de área contábil), bem “velhinho”, a quem ele se refere como o “SR. Fulano” de maneira, no mínimo, respeitosa, que teria sido responsável por salvar uma empresa da falência, trazendo-a, ao contrário, a um estado de boa saúde financeira, graças a seus conhecimentos em Contabilidade Geral e Fiscal. Este “velhinho”, segundo meu candidato, trabalha até hoje como consultor da empresa em questão e vive muito feliz com sua profissão.
Tendo refletido longamente sobre a questão da idade no mercado de trabalho, este tipo de relato cala algumas inquietações. Uma das conclusões que tiro é: pessoas muito competentes em suas áreas acabam sendo indispensáveis! Não importa se a empresa está passando por reengenharia, downsizing, o que for, se o profissional é de fato insubstituível (dois mais jovens não darão conta daqueles resultados, ou um mais jovem mais sistema integrado), dificilmente ele será descartado. Ele pode até perder o “emprego”, este vínculo formal tão caro tributariamente para as empresas. Mas provavelmente não perderá seu trabalho.
Em um determinado momento, não pude deixar de perguntar a opinião dele sobre esta questão de recolocação quando se tem mais idade. De cara, ele afirmou: “o mercado tem muito preconceito”. Mas logo foi desenvolvendo o assunto. E aí falou sobre um contador (ele é de área contábil), bem “velhinho”, a quem ele se refere como o “SR. Fulano” de maneira, no mínimo, respeitosa, que teria sido responsável por salvar uma empresa da falência, trazendo-a, ao contrário, a um estado de boa saúde financeira, graças a seus conhecimentos em Contabilidade Geral e Fiscal. Este “velhinho”, segundo meu candidato, trabalha até hoje como consultor da empresa em questão e vive muito feliz com sua profissão.
Tendo refletido longamente sobre a questão da idade no mercado de trabalho, este tipo de relato cala algumas inquietações. Uma das conclusões que tiro é: pessoas muito competentes em suas áreas acabam sendo indispensáveis! Não importa se a empresa está passando por reengenharia, downsizing, o que for, se o profissional é de fato insubstituível (dois mais jovens não darão conta daqueles resultados, ou um mais jovem mais sistema integrado), dificilmente ele será descartado. Ele pode até perder o “emprego”, este vínculo formal tão caro tributariamente para as empresas. Mas provavelmente não perderá seu trabalho.

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